quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A diferença tem nome. DELTA.

A diferença, sobressai, faz girar cabeças que admiram a coisa, a forma, o ser, que é original e não igual a tudo o resto, não se admira por ser belo ou por ser feio, admira-se porque tem "O poder de ser diferente".
É assim o novo Lancia Delta, um automóvel que de normal tem pouco.
Exterior.
A sua silhueta arrojada, de típico design italiano, controverso, mas belo, destaca-se pela sua harmonia de linhas, da traseira surge em relevo o farol que prolonga a sua linha até à dianteira, dando a sensação de alongamento da carroçaria, cortando assim com a ideia de monovolume que "agora" caractriza o segmento médio. Os cromados estão harmoniosamente colocados, na tentativa de não ferir o olhar mais atento dos observadores mais exigentes.
O novo Lancia Delta, consegue ser mais apelativo em tons mais escuros, o casamento entre cromados e estas cores é sempre uma união feliz, mas para quem quer ser ainda mais excêntrico, tem sempre a alternativa de ter o Delta bicolor, onde o tejadilho surge com uma cor diferente da parte inferior, à semelhança do Lancia Ypslon.

Interior.
O conductor chega, observa, toca e prepara-se para iniciar viagem instalado num interior típico Lancia. Apesar do seu palmarés desportivo, que chega mesmo a ser invejável para alguns, a marca fundada em 1906 por Vincenzo Lancia, sempre se notabilizou pelo requinte e conforto que colocava na construção dos seu interiores, ideais que hoje em dia a marca volta a apostar com a intenção de reabilitar a imagem perdida da marca.
No Delta nota-se claramente a vontade da Lancia em diferenciar este automóvel das restantes ofertas do grupo FIAT para o segmento médio, criando a imagem que a Lancia é a marca de luxo do Grupo da família Agnelli. Apresenta uma boa posição de condução, criando uma envolvência entre conductor e interior digna de registo, sentimo-nos bem ao volante desta Delta, faz-nos sentir especiais, faz-nos sentir diferentes.
Motor. (Versão testada 1.6 Multijet)
Sem prestações assombrosas a nível de acelerações e recuperações, este bloco 1.6 Multijet de 120 cv destaca-se pelo comportamento equílibrado, baixo consumo e andamento que não compromete, trata-se de um novo motor pertencente à já vasta família diesel Multijet, capaz de deixar satisfeito até o mais exigente dieselmaniaco.
Para quem nem quer ouvir falar em diesel, tem sempre disponivel as novas motorizações turbinadas oferecidas pelo grupo FIAT, nas quais se destaca, tanto pelo preço como pela sua prestação, o bloco 1.4 Turbojet de 150cv.
Conclusão.
O Delta destina-se a pessoas de gosto refinado e que gostam de sobressair quando se deslocam no seu meio de transporte. Não é o cliente que quer comprar o Delta, é o Delta que se deixa comprar pelo cliente. E isso só está ao alcance de alguns

3 comentários:

Tiago disse...

Muito boa a analise do Lancia, já tinha ouvido falar mas ainda não tinha visto ao pormenor!


Gostei bastante da iniciativa do blog, e ainda por ter vindo de quem veio!.. 'hoje um blog amanha o mundo'. ;)

Abraços.
Tobas

Carlos Pedro disse...

Sem duvida! Não é meu habito ler tal tipo de criticas acerca do automobilismo e pelo que algumas pessoas experientes no assunto como o autor deste blog,gosta de referir, são bastante pobres no que toca ao transmitir a paixão e a arte de um automóvel.
Acerca da analise está simplesmente fenomenal ao ponto de me fazer ir comprar o carro! Transmite tudo aquilo que é necessário para o leitor,focando o importante não perdendo tempo com coisas superficiais sem importância.

Abraços e força,tens todo o meu apoio.

jose disse...

Palavras para quê e um artista português com influências de genes , quanto ao lância e diferente !